L. S. C.
Futebol
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As surpresas vão surgindo e o campeonato vai despertando um interesse cada vez maior. Pelo que vai decorrendo e pelo que se anuncia, prevê-se uma competição renhida tanto mais que todos os concorrentes se encontram pouco mais ou menos equilibrados. |
Um jôgo enérgico e movimentado |
O Jôgo de Honras |
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O público vibrou e o Lobito impôs-se, então com mais entusiasmo, desenvolvendo um jôgo eficiente cujo único fim era a baliza. Lobo apercebeu-se então do perigo que corria a sua equipa e veio para a esquerda marcar Jorge Rocha, o que, diga-se de passagem, deveria ter sido visto logo no início do jôgo. |
Com 2-2, o desafio animou e de parte a parte os jogadores esforçaram-se na procura da vitória que haveria de sorrir aos «verdes-brancos». Os keepers
intervieram várias vezes e Melo teve até uma magnífica defesa a um potente remate, por alto, de Víctor Hugo. O Portugal jogou tudo e Lobo não cessou de impulsionar os seus companheiros incutindo-lhes entusiasmo e ânimo, - ao mesmo tempo que os orientava. |
Na época de 1946 a equipa de Honras do Lobito Sports Clube classificou-se em 2º lugar no Campeonato Distrital de Benguela, atrás do Lusitano Sport Clube, ambos com 30 pontos.
Notas retiradas do Livro de António Gonçalves Rodrigues (1996)
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A 19 de Agosto de 1950, o Sport Lisboa e Benfica, o «Glorioso», deslocou-se à cidade angolana do Lobito, onde, no Campo do Lusitano Sports Clube, defrontou a Selecção do Lobito. Nesse dia, a selecção local cometeu uma proeza inédita, vencendo o grande Benfica por 3-1. |
A multidão não acreditava no que os seus olhos viam, o resultado era desfavorável ao Benfica.
A partir daí, o Benfica carregou no acelerador e esperava-se a qualquer o momento o golo do empate; contudo, em mais um ataque rapidíssimo do Benfica, o mesmo Zé da Barca voltou a interceptar a bola, endossando-a a Pavão que, de imediato, a colocou ao alcance de Águas, fazendo este o 3º golo e, assim, «matando» o jogo.
Desmoralizado e com um resultado desfavorável de 3-1, o Benfica baixou os braços à espera do apito que colocasse ponto final naquele «calvário». |
Durante 11 anos, entre as épocas 1950/ 51 a 1960/ 61, foi sem sombra de dúvida o homem que mais golos marcou em Portugal, situando-se sempre entre os três melhores marcadores de cada época. Simplesmente fenomenal. |






Agradeço os vossos contributos
AEM Horta
Actualizado em 17 de Setembro de 2004