Estas são algumas das instalações da sede do Lobito Sports Clube (Ferrovia), por onde passaram centenas de atletas praticando ginástica, natação, remo, pesca submarina e outras actividades náuticas, sem esquecer alguns exímios praticantes de ping-pong e bilhar.
No seu recato, os mestres de xadrez incentivaram muitos jovens na iniciação desta modalidade.
Não faltavam instalações para jogos de salão, dando oportunidade aos seus amantes de passarem o tempo jogando Bridge, King, Canasta ou jogos de sorte e azar.
Foi aqui que a população lobitanga teve a oportunidade de fruir belos momentos de lazer, desde as matinés dançantes aos grandes acontecimentos que constituíam os reveillons. Os finalistas do Liceu Almirante Lopes Alves (alguns cursos), aqui fizeram o habitual Baile de gala, que lhes permitia angariar fundos para as viagens de fim do curso geral dos liceus.
A polivalência do ginásio-esplanada permitiu que aqui se tivessem realizado actuações de grupos de danças folclóricas (Dili-Timor, de Angola, e de Santarém).
A biblioteca do clube, permitia aos seus frequentadores a consulta de periódicos que cobriam as mais variadas áreas: jornais locais e nacionais, revistas mundanas e revistas educativas como o National Geographic, não esquecendo as publicações do CFB - "Boletim" e "Boletinzinho" - com responsabilidade editorial desse grande vulto da pesquisa etno-literária angolana que foi J. Martins Lopes.
Que estas imagens do Lobito Sports Clube actual (que se mantém ainda em excelente forma física) sirvam, a todos os que tiveram a oportunidade de o frequentarem, para recordarem alguns dos mais belos momentos das suas vidas e que o cordão imaginário que os une jamais seja quebrado.
Aos actuais responsáveis pela manutenção e gestão de actividades deste Clube, algumas palavras: Este local tem memória, tem história e terá certamente um futuro proporcional ao esforço que fôr dedicado à sua manutenção física e histórica.
O desejo de todos os lobitangas da diáspora, é que se criem condições para que essas paredes voltem a servir de acolhimento aos actuais residentes, fruíndo-as de forma tão intensa e generosa como anteriormente aqueles o fizeram.
António Eduardo Monteiro Horta