
...Embora tendo pertencido à última geração de lobitangas ( vim para portugal com 4 anos) senti sempre um fascínio e uma profunda atracção por aquele país, de tal forma, que nunca descobri se sou português, angolano ou as duas coisas...
...De qualquer forma, parti à mais ou menos um ano e meio, para uma viagem de descoberta das minhas origens. Ponta da Restinga, onde nasci, Lobito, Benguela, Baia azul, Caotinha, Baia farta, dombo, etc..
Desta minha, viagem, acompanhado pela minha querida mãe (Amélia Silva também conhecida por Bébé - trabalhou na Casa Inglesa nos finais e princípios da decáda de 60 e 70), trouxe dezenas de fotografias e de contactos, as quais juntei a outras fotografias e informações que descobri na Internet e em outros sitios.
Descobrindo o seu site, descobri que estas fotografias, que tendo imenso valor para mim, também o tem para outros...
PS: A minha familia é a familia Rendas: Bébé, Romão (trabalhou na Oliveira & Delgado, Lda.), Lito, Zita, Nanda, Anita, Luis, a minha avó Luisa Rendas conhecida por nini, Armindo, etc, etc.



Delapidação de Património Histórico no Lobito
O Lobito e as gerações futuras ficaram mais pobres!
A 11 de Novembro de 2000, foi feita esta "obra" (barco que terá servido para transportar José Eduardo dos Santos quando abandonou Luanda em 1961) na Praça do Infante - Restinga, cuja inauguração se prevê que seja efectuada pelo próprio José Eduardo dos Santos. (a informação anterior não estava correcta).
Por muito que uma obra ou uma ideia cultural signifiquem, não podem justificar por si mesmas a destruição de património histórico que é propriedade de todas as gerações e da humanidade.
O barco, ao substituir o padrão dos descobrimentos, perde ele próprio todo o significado que lhe quiseram atribuir.
Não teria merecido o esforço de recuperação do Padrão e colocar noutro local o barco que desejam preservar?
Assim se perde um monumento que devia ser preservado, que não no calor de actos irreflectidos ou oportunistas da revolução ou da guerra, mas em plena via para a desejável pacificação e intercâmbio cultural em Angola.
Tudo se constrói sobre escômbros, nada se constrói destruindo!

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O Tor Wiedling Fernandes enviou-me estas fotos do LSC captadas em Outubro de 2004, que agradeço com um abraço de amizade. |





